Porque viver, sobrevivendo, é uma questão de simplicidade...
Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005
The day before...

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Temos a mania lá em casa de considerar o dia anterior ao dia de aniversário, tão importante como o dito cujo!


Portanto, hoje estou a viver o último dia dos meus 40 anos!


Eheheheheh…


Acham que eu não vos ía relembrar que amanhã faço anitos, hem?


E desperdiçava a hipótese de receber as vossas mensagens de parabéns??


 De vocês, a quem eu quero tanto como aos amigos “reais”, ou melhor, que, sem necessidade nenhuma, me oferecem um ombro amigo sem pedir nada em troca, que aturam as minhas birras, caprichos, crises existenciais e outros que tais, sem um lamento?


 Este ano que hoje termina para mim foi….


 Estranho. Quase surreal. Adivinhatório não sei bem de quê…


Os meus 40 aninhos fazem-me lembrar a história infantil mais estúpida que ouvi na minha infância…


Aquela da Princesa e da Ervilha..


 Conhecem?


Aquela que conta a aflição de um Rei que queria casar o seu filho único com uma verdadeira Princesa.


 Convidou então todas as princesas do mundo para passarem uma noite a dormir no seu castelo, pondo-as à prova.


 No quarto mais bonito do castelo, mandou fazer uma cama especial.


 No estrado, debaixo de variados e confortáveis colchões, colocou uma ervilha.


 Uma a uma as princesas vieram pernoitar nesse quarto, e todas invariavelmente lhe disseram, na manhã seguinte, que tinham dormido muito bem.


 O Rei, coitado, já em desespero, dizia ao filho que pelos vistos não havia mulher que merecesse casar com ele.


Até que numa noite de tempestade, bateram à porta do castelo, pedindo abrigo.


 Era uma maltrapilha, mal vestida e sem graça, encharcada até aos ossos, que pediu ao Rei que a deixasse dormir aquela noite no castelo, pois andava a viajar sem destino, e estava muito cansada.


 O rei anuiu.


 Na manhã seguinte, em vez de aparecer esplendorosa à lauta mesa do pequeno almoço, a maltrapilha apareceu com umas olheiras enormes…


À pergunta do Rei se tinha dormido bem, a rapariga suspirou, dizendo que tinha dormido muito mal, pois parecia que havia uma pedra na cama!


Perante esta resposta, o Rei deu pulos de contente, e perante o espanto da miúda e do Príncipe, explicou:


 Só uma mulher sensível e honesta poderia ter notado a ervilha debaixo os colchões, e só uma mulher assim merecia casar com o Herdeiro do seu Reino!


 Não sei se a rapariga se apaixonou pelo Príncipe ou não, mas como todas as histórias acabam bem, até devem ter tido muitos filhinhos!


 Moral da história: Não tem nenhuma, apenas o facto de os meus 40 anos me terem mostrado que não adianta eu fingir que não noto as ervilhas da minha vida!


 Beijão enorme, e façam o favor de terem uma excelente semana!



publicado por Fernanda às 10:12
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De Anónimo a 6 de Dezembro de 2005 às 08:13
Parabéns...que a vida te sorria sempreclaudia
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(mailto:cjess@sapo.pt)


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