Porque viver, sobrevivendo, é uma questão de simplicidade...
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006
Espécie de Conversas com Deus

penas.jpg As passadas de noite pelo jardim, ao bater do luar, são sempre estranhas e surreais.


 Não sei se pela luz difusa e brilhante que brinda a noite, se pelo som do silêncio.


 Não sei se pela fragilidade do bater do meu coração, que se cola em cada pedra do caminho.


 Atrás de mim, sempre, os meus cães. O olhar de castanho mel do Migo, como quem diz: estou aqui aconteça o que acontecer…. O olhar negro e aberto do Pantufa, como quem diz: estou aqui se precisares… O olhar de sempre do velho Black, como quem diz: sabes que estou aqui…


Detive-me junto das roseiras. Pela primeira vez, as rosas vermelhas despontaram em força, enquanto as salmão definharam.


 São rosas grandes e fortes. De pétalas duras e sem aroma, mas de uma beleza muito grande. Valeu a pena esperar que florissem.


 Talvez as melhores coisas da vida se façam esperar. Muito. Até nos esquecermos de que as esperamos. Quando já pensamos que não vale a pena esperar…


Sentei-me num banco debaixo do alpendre e olhei ao meu redor.


No meu banco de memória, parecia que sempre tinha vivido ali. Será que encontrei a minha “toca”?


 Envolta em pensamentos sem jeito nenhum, passou-me despercebido um restolhar que foi aumentando de volume.


A sebe da frente agitava-se como se um bicho qualquer se estivesse a debater. Olhei para os meus pés, e contei 3 cães.


Estavam todos. Seria um gato? Seria o desgraçado do ouriço caixeiro a penar pela falta da companheira? Alguma cobra ou lagarto?


 Estranhei que os cães se mantivessem em silêncio. Mas era sinal de que não havia perigo.


 Acendi mais um cigarro. Vergonhoso e falso amigo, como todos os outros com que me enveneno.


Estendi as pernas, tentando descontrair. O barulho na sebe aumentou de volume.


Tornou-se ensurdecedor no silêncio da noite.


 Escapou-se-me uma asneira entre dentes…


 - “….., que não tenho sossego,caraças!” – resmunguei enquanto me levantava a custo e me dirigia aos arbustos.


Pelo caminho apanhei o pau de uma enxada velha, não fosse o diabo tecê-las e desse de caras com um bicho repelente e de mau feitio.


 - “Bem, mas como estou corajosa, hem?” – continuei a resmungar, desejando no intimo que o meu marido aparecesse por ali..


Olhei para trás, mas nada de marido nem de cães, que se deixaram estar deitadinhos no alpendre.


À medida que me aproximava da sebe, comecei a pensar em dar meia volta e correr para casa.


- “Estás com miúfa, gaja…” – dizia para mim própria – tanto tamanho tens e não serve para nada!”


O luar à minha frente fez brilhar um ponto branco no chão.


E mais um, e outro, Eram grandes demais para serem pirilampos.


Pareciam estrelas…


Seriam restos de tinta das actividades bricoláticas do marido? Nã… ele não usou tinta tão brilhante.


Baixei-me para ver melhor.


- “olhem qu’esta, hem? SÃO PENAS!!!!!!!!!!!!!”


Passei a memória pelo desgosto de o meu pinto ter morrido, mas de forma nenhuma ele tinha penas daquelas.


Brancas como a neve, brilhantes, cada uma de uma forma diferente.


Que eu soubesse, o vizinho do lado não tinha nenhuma criação de galinhas, embora os barracões que construiu pareçam capoeiras de 5 estrelas.


Num segundo, um milhão de pensamentos cruzou a minha mente, e finquei a ideia de que um qualquer pássaro maluco tinha passado por ali, e num acesso gripal, um espirro lhe tivesse feito saltar a penugem.


Já estava a virar-me para “arrepiar caminho”, quando ouvi uma voz.


 - “Arre, Diabo! Vá de retro! Só a mim…”


Agarrei-me com força ao pau da enxada, pronta a dar uma cachaporrada valente a quem me saltasse dos arbustos.


- “Ò mulher, faz o favor de pousar o pau, que eu não sou feito de ferro, caramba!”


Não o pousei, pois ele caiu-me das mãos perante a visão que tinha à minha frente.


Debatendo-se para se soltar das braçadas da sebe, estava o que parecia um homem. Melhor, um menino. Melhor ainda, um homem com cara de menino, ou um menino alto como um homem.


Branco, translúcido, brilhava tanto como as penas espalhadas ao seu redor.


 - “Foge, devo estar a sonhar” – pensei – sem saber o que fazer.


Estás a sonhar o tanas, com perdão da má palavra” – respondeu-me ele – “era bom era que me ajudasses, que paciência de anjo também tem limite!”


 - “Então isto é que é um anjo?” – não resisti a uma risadinha interior, que o deixou ainda mais irritado!


- “Ò mulher, temos dificuldade com coisas terrenas” – vociferou ele, deitando chispas do olhar – Lá em cima não temos sebes e aubustos emaranhados, como deves calcular!”


Lá o ajudei a soltar-se. Cairam mais uma penas esvoaçantes.


 - “Que rica noite para ficar pelado!” – disse ele – e num gesto de mão, fez as penas caídas rodopiarem no ar, e voltarem às suas asas.


Fiquei colada ao chão, de olhar preso a tal visão.


 - “Bem, seria educado convidares-me para sentar. Doem-me as pernas..”


 - “…….”


- “Ficaste muda, mulher?”


- “Tenho motivo para isso, não


- “Para quem sempre gostou de imaginar unicórnios azuis e duendes de potes de ouro, um anjo normalissimo não te devia assustar!”


- “Não estou assustada, estou pasma!!”


- “Bem – disse ele sentando-se no banco mais próximo – Vamos lá ao que interessa…”


Sentei-me ao seu lado, sentindo um aroma aos lilases da minha infância…


- “Lá por cima estamos muito espantados, pois passou o Natal e o final de ano, e não te ouvimos choramingar pela falta da visita do gorducho…”


 - “Qual gorducho? – perguntei, preparando-me para retorquir que os gorduchos têm nome, além do direito à vida!”


O anjo deu um suspiro.


 - “Não te ofendas – respondeu sorrindo – como só há um chamamos-lhe assim. É o Pai Natal. Imagina que este ano teve um ataque de artrite de caixão à cova, e apenas conseguiu fazer metade das suas tarefas, deixando as conversas para nós, os “desocupados” do Céu. Desocupados, nós! Que trabalhamos todo o santo ano e não apenas no Natal…”


Outro suspiro….


- “És o meu anjo da guarda?” – perguntei a medo..


 - “Não.. – mais um suspiro – eu sou novato nestas coisas, sou um “pinto recadeiro”, ainda não tenho direito ou experiência para guardar seja o que fôr. Aliás, como viste, até as minhas perícias de aterragem estão um caos.. O teu anjo, e espero que não fiques de ego murcho, tem mais um milhar de almas a velar, e está muito ocupado nesta altura. Mas como ele é o meu Mentor, mandou-me a mim…”.


- “Bem parece-me que a vida Lá em Cima também não é fácil…”


- “Não é fácil em lugar nenhum. Na minha vida anterior, confesso-te até que pensar mudar-me para a oposição, tive algumas reuniões com o vermelhusco, mas percebi que ele me prometia muito, e nada ía cumprir… Mas tive sorte, foi a minha última reencarnação e agora aqui estou, pronto para a Eternidade…”


 - “Concerteza não foi uma questão de sorte, mas de mérito..”


- “Talvez… mas não estamos aqui para falar de mim! Aliás, nem me lembro porque estou aqui, espera um pouco.”


Colocou a mão no ouvido, formando uma concha, e ouviu-se um sunido, semelhante ao barulho de um búzio do mar…


- “Ah! – continuou, com mais vivacidade no olhar – o Chefe mandou-me aqui para te desejar um óptimo 2006…”


- ????????????


 - “Pois.. hum… e para te pedir que pares de lhe suplicar o EuroMilhões, porque a Sorte Grande só sai uma vez e tu já tiveste a tua dose…De sorte, digo eu…. Não de dinheiro… bem…. “


 - “Parece que estás confuso. Terá sido do trambolhão?”


- “NÃO FOI UM TRAMBOLHÃO! Apenas um aterrar um pouco …. Agitado…..”


- “Pronto, está bem.. Mas o teu discurso não deixa de estar confuso. Até parece que não tens assunto”.


- “Para te ser sincero, já estou a pensar na minha próxima viagem… É um caso terrível, que não sei muito bem como tratar…”


- “Tenho a certeza de que te vais sair muito bem, desde que não hajam arbustos e sebes..”.


- “Ai, espero que sim, senão tou tramadinho. Lá volto para a cauda da cauda da cauda da hierarquia… um dia destes, só tenho velhinhos de 120 anos para cuidar


Não deve haver muitos…”


- “Pois. É isso mesmo.. fico desempregado, ou melhor, desocupado, o que é terrível!”


- “Porque não pedes crianças para proteger?”


- “A coisa não funciona assim. Quanto mais novo é o ser, mais velho é o anjo. É inversamente proporcional. Afinal, os seres de mais idade têm mais sabedoria de vida, e podem sair-se bem com anjos mais inexperientes…”


- “Mas isso quer dizer que não temos sempre o mesmo anjo?”


- “Sempre é uma palavra que não existe. Uma noção errada. Nada é para sempre. Mas ao longo das suas vidas, os seres têm vários anjos, consoante a sua idade e o seu desenvolvimento espiritual..”


 - “Falas em seres, e não em humanos..”


- “Todos os seres são importantes, não apenas os humanos…”


- “Claro! Concordo…”


O anjo começou a ficar agitado. Olhava para um lado e para o outro, piscando os olhos.


- “Não te sentes bem?” – perguntei com doçura e uma vontade enorme de o afagar…


- “Sinto, desculpa, mas não perdi a mania de me afligir com o nascer do sol. Era um ser da noite, sabes?”


- “Também adoro a noite..”


- “Eu sei.. aliás, já nos cruzámos antes, tu é que não te lembras… mas não posso falar disso, é claro, aliás, já estou a falar demais…”


A sua agitação aumentou.


- “Olha, tenho mesmo de ir e para não ficares desconsolada por ter aterrado aqui por engano… UPS… isto não era para dizer.. bem, agora já está!”


 - “Não faz mal, eu já calculava.. mas valeu a pena mesmo assim!”


- “Ainda bem que sentes isso, e sei que estás a ser sincera.. Mas estava a dizer que, para te compensar desta confusão toda, vou conceder-te um desejo!”


 - ?????????????? -


“Sim, por acaso pensas que são apenas os parvos dos génios das lâmpadas que o podem fazer???? Daahhhh….”


 - “OK, OK, OK! Então peço que….”


 - “Não, isso já te foi concedido, pede outra coisa!”


- “Mas nem sabes o que ía dizer!!”


- “Ai sei, sei… anda, pensa lá noutra coisa depressa, algo que nunca tenhas pedido..”


- “Assim à pressão é dificil, caramba! Não posso pensar um pouco, e depois, sei lá, mandar-te um mail?”


E sorri, mas ele nem percebeu a piada.


 - “Olha, desculpa” – e começou a levantar-se e a espreguiçar as magníficas asas – vamos fazer assim, em vez de pedires um desejo, eu concedo-te uma graça. Pode ser?”


- “Pode – respondi num fio, pensando como tinha sido estúpida em não aproveitar.. OBTUSA!!”


 -“ Concedo-te uma graça que ninguém pede, porque ninguém consegue perceber como ela é importante! A não ser quando chegam Lá em Cima..”


- “Diz…” – eu já rebentava de curiosidade..


 - “Concedo-te a graça de que, a partir de agora e até final de todos os teus dias, TUDO o que te aconteça será o melhor para ti!.


- “Boa!”


- “Não deites foguetes antes da festa! Nem tudo pode parecer o melhor.. Não entenderás muitas coisas, hás-de revoltar-te com outras, mas quando isso acontecer, lembra-te das minhas palavras.. Será o melhor para ti, para que te desenvolvas como Alma, como Ser. De forma a que não leves muito mais Tempo a subir a Escada.”


- “Pensei que já era assim, que nada acontecia por acaso…”


- “Já vi que estás desiludida. Não estejas! Nada acontece por acaso, é verdade, mas nem tudo é o mais adequado às necessidades.. Há muito Ruído e Distorção pelo meio…É disso que te vou poupar daqui em diante, desde que mantenhas o coração aberto..”


Dito isto, fez a menção de me tocar na face, mas em vez disso, soprou-me no rosto.


Senti uma brisa suave com cheiro de lilases e sabor de mel a tocar-me no rosto.


Ele sorriu, radioso, olhou para trás, para o local onde estavam os cães.


- “Nome bem escolhido….” – disse, apontando para o Migo…


E abriu as asas. Vi-o elevar-se no céu onde o sol ameaçava despontar.


Cairam uma ou duas penas, que rodopiaram até ao chão, mas quando me precipitei para as apanhar, já tinham desaparecido..


Chamei os cães, e fui para dentro. Sentindo uma paz enorme. E adormeci.


No dia seguinte, quando acordei, ainda sentia aquele cheiro maravilhoso da minha infância.


Olhei para o relógio. Estava na hora. À medida que me ía levantando, a memória começava a falhar-me…


- Que raio de sonho maluco - pensei, enquanto calçava as pantufas – com que então, o Pai Natal também tem reumático…


Ao longo do dia, na azáfama diária, fui esquecendo este e aquele pormenor, e quando me dei conta, já estava tudo meio esquecido.


Voltei para casa ao finalzinho do dia, com a filharada no carro, uma bilha de gáz e algumas compras.


Assim que estacionei, fomos atacados, como sempre, pelas manifestações ruidosas e carinhosas dos cães, doidos de alegria de termos chegado.


Cada um tirou do carro o que lhe estava atribuído (tem de haver organização em tudo, senão sobra aqui prá je.. eheheheh…) e já estavamos a entrar na porta da cozinha quando ouvi a voz do meu marido ao fundo do jardim…


- “Tás bem? – gritei – já chegámos!”


- “ Anda cá ver uma coisa! Bolas, não há nada que não aconteça nesta casa! - resmungava ele


Pensando e caminhando (como é habitual: “que raio vou fazer para o jantar, não pus nada a descongelar!”) lá me dirigi ao alpendre onde ele estava a cortar lenha.


 - “Queres uma omelete de quê pró jantar?” – perguntei enquanto lhe dava um beijo.


- “Maria Fernanda, confessa já antes que a gente se chateie…”


- “Olha! Tás parvo ou quê? Tás a falar de quê, homem?”


 - “Não estejas a ganhar tempo para arranjares uma peta das tuas!”


 - “Juro-te que não comprei nada!”


- “Não é isso! Diz lá qual foi desta vez?”


 - “Ò pá, vê lá se te explicas que tenho de ir fazer o jantar!”


E dava mil voltas à mona para tentar perceber de que ele tanto se queixava…


 - “Maria Fernanda, quando te conheci, trouxeste um gato para viver connosco. Depois desse gato, uma gata, que pariu outras que pariram, chegámos a ter 30 gatos em casa! Depois, recolheste não sei quantos cães no lixo, arranjaste duas tartarugas, montanhas de peixes que morreram todos sobre alimentados. Desde que viémos morar para aqui, lá vieram os cachorros, além de alimentarmos todos os gatos das redondezas. Adoptaste um pinto e da última vez, apareceste com ratos! Quando dizes que adoravas ter um burro, até tremo! Contas as histórias mais mirabolantes para justificares a bicharada, quando vês que estou de bom humor!


Por isso, confessa lá QUE RAIO DE BICHO TROUXESTE AGORA E ONDE ESTÁ ESCONDIDO!!!!


E dito isto, afastou com o pé um toro de lenha, e pôs a descoberto uma pena.


Branca como a neve, brilhante, em forma de estrela.


Fez menção de a apanhar, mas um golpe de vento fê-la subir no ar, rodopiando.


Sorri ao meu marido, e disse que não valia a pena estar irritado por causa de uma pena esquisita, que tinha vindo sei lá de onde.


Ele abanou a cabeça, disfarçando uma gargalhada, e voltou à pilha de lenha, enquanto resmungava qualquer coisa como “ai esta mulher…”


À medida que me afastava para voltar à cozinha, ainda me perguntou se tinha comprado um perfume novo, enquanto eu me decidia por fiambre e bacon para misturar nos abençoados-sempre-disponiveis-ovos, e sentia no ar um inconfundivel cheiro a mel e lilases…



publicado por Fernanda às 16:08
link do post | comentar | favorito
|

13 comentários:
De Anónimo a 19 de Janeiro de 2006 às 15:37
Viva! Que delícia!... Fizeste-me lembrar de uma curta metragem em que um anjo caíu aos trambolhões no quarto duma mulher que se preparava para se despedir da vida... pelo meio de diversas conversas (trapalhonas e profundas), acabamos por conhecer o anjo que procura praticar a sua boa acção como o cão que outrora fez parte da vida daquela mulher. BIgada pelo momento mágico! :) Amei... o que li e o que me trouxe à memória! bjs docesSofia
(http://blog.sofiamorgado.net)
(mailto:somor@netcabo.pt)


De Anónimo a 15 de Janeiro de 2006 às 20:46
Que conto magnifico este. Parecendo bastante comprido, à medida que nos vamos deixando absorver por ele, parece-nos cada vez mais presente, cada vez mais nosso. É uma historia que nos faz sonhar e pensar se existirá algo mais para além do que conseguimos provar por A + B. Espero continuar a encontrar aqui mais palavras bonitas como estas.menouv
(http://caminhoscruzados.blogs.sapo.pt)
(mailto:siulcosta@hotmail.com)


De Anónimo a 15 de Janeiro de 2006 às 03:25
Que linda história! Imaginação ou não, porque eu acredito que certos sonhos são até muito reais, foi sem duvida uma grande aventura. BeijosLuisa Abreu
(http://www.tatueblue.blogspot.com/)
(mailto:kimposssible@hotmail.com)


De Anónimo a 14 de Janeiro de 2006 às 21:22
Simplesmente lindo... E ves? O anjo é que sabe!! Tal como eu sempre disse, até as coisas más acontecem por um propósito... fazer-nos crescer... *** beijoKriz_The_Wiz
(http://luarsemestrelas.blogs.sapo.pt)
(mailto:krizthewiz@gmail.com)


De Anónimo a 14 de Janeiro de 2006 às 20:31
bela historia, sim senhora!! beijo**Karura
(http://www.blackpenguin.blogs.sapo.pt)
(mailto:anywherebuthome@hotmail.com)


De Anónimo a 14 de Janeiro de 2006 às 18:58
Esta deve ter sido a história mais comprida que li por aqui, mas foi a mais encantadora, graciosa e airosa de se ler…
O "pinto recadeiro" e tu criaram um momento delirante, que me fez ficar preso às palavras do princípio ao fim. Fiquei algo "extasiado" no todo e nos seus pormenores. Parabéns!
Amaral
(http://amaralnascimento.blogspot.com)
(mailto:amaralnascimento@hotmail.com)


De Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 16:26
adorei o conto, o teu mau feitio, o teu marido e os bichos, olha que ele dá-lhe um treco se arranjas um burro. Um burro?!
BeijinhosSandra
(http://danieleliana.blogs.sapo.pt)
(mailto:danieleliana@gmail.com)


De Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 15:34
ORA AÍ ESTÁ UM CONTO DELICIOSO......Maria
</a>
(mailto:MARIA40@YAH00.COM)


De Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 14:30
Fantástico, lindo, soberbo, divinal!!! Está o máximo....e agora, deixa que te diga que esse gaijo, o anjo, teve a distinta lata de dizer que foi por engano que caiu no teu terreno e, a mim disse o mesmo :):) pois....já cá esteve também, depois de se ter atrapalhado com o ar da Serra de Valongo, tropeçado nos fios de telefone e electricidade. Acho mesmo que chamuscou algumas penas.... Bj e bom fim de semana deste amigo do Norte :)aflores
(http://omeublog2004.blogs.sapo.pt)
(mailto:albertoflores1957@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 13:59
De vez em quando a Fernandinha vai buscar pedaços do coração e reparte-os aqui, perfumando o blogue com os seus sonhos. Um xicoração grande e apertado para a menina sonhadora.carlos
(http://carlosrlopes.blogs.sapo.pt)
(mailto:carlosrlopes@sapo.pt)


Comentar post