Porque viver, sobrevivendo, é uma questão de simplicidade...
Quinta-feira, 12 de Maio de 2005
Reflexões parvas de quem não tem mais nada em que pensar...

Fases da Vida


 Não sei se vos acontece(u), mas o meu percurso de vida até agora, que tenho 40 anos, tem sido composto por fases bem definidas, cada uma diferente da outra, com características muito peculiares, e que nunca se repetem.


 Apenas um denominador comum: o facto de sentir que nada acontece por acaso!


Senão vejamos:


 Do nascimento até aos 9 meses de idade – Um período de intensa e completa miséria


 Dos 9 meses de idade até aos 12 anos – Uma infância despreocupada, vivida à maria-rapaz, de imaginação muito fértil.


Dos 13 aos 15 anos – O inicio do “pesadelo”, uma pré-adolêscencia marcada pela descoberta do cruel mundo-real , e o aparecimento de todos os fantasmas do passado.


Dos 16 aos 18 anos – O eclodir de todas as crises existenciais, metafísicas e filosóficas!! Ainda pensava que podia mudar o mundo..


Dos 18 aos 19 anos – Como percebi que não era possível mudar o mundo, entrei em desbunda completa e altas farras! Valia tudo para não pensar…. Ou quase tudo! Nunca me droguei nem participei em orgias…


19 anos – Encontrei o grande amor da minha vida.


20 anos – Conheci o meu marido, deixei Lisboa e aterrei na província.


Dos 21 aos 23 – Período de grande felicidade conjugal.


Dos 24 aos 30 – Altura dispendida a ter filhos, e a tudo o que isso implica! Ou seja, sem tempo nenhum para mim…


Aos 30 anos – Grande crise depressiva e inicio dos meus problemas de peso (cheguei aos 110!)


Dos 30 aos 32 – Desmoronar do casamento.


 Dos 33 aos 36 anos – Divorcio, período de grandes dificuldades económicas, muita guerra psicológica. Algumas desilusões amorosas, sofridas e provocadas (quem vai à guerra dá e leva!). Muita liberdade, fui senhora do meu nariz pela 1ª e última vez na minha vida.


 Aos 37 anos – Regressei à minha casa e ao meu ex marido, que se tornou marido de novo. Início das “negociações de paz”.


Aos 39 anos – Fui mãe pela 3ª vez.


40 anos – Até agora, período de alguma paz de espírito, muito ao jeito de “não me chateiem que eu não chateio ninguém”.


E pronto. Em algumas linhas se resume o percurso de uma vida….


E sabem uma coisa? Tenho a mania de que sou uma ave rara, no sentido em que “só me acontece a mim!!”, mas afinal, sou uma pessoa normalíssima!


 Com um trajecto de vida o mais normal possível.


Que tédio….


 Gostava tanto de poder marcar alguma diferença, ter feito ou vir ainda a fazer alguma coisa realmente importante para a Humanidade!


Mas nem todos temos costela de Mourinho, portanto, cá fico pela vulgaridade.


 Beijo para todos



publicado por Fernanda às 10:15
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30 comentários:
De Anónimo a 18 de Maio de 2005 às 11:27
Pois, "talequalmente" assim... E se houver boa saúde,já as coisas são muito boas. Preciso é não ficar parado. Muita sorte.paraquedista
(http://www.paraquedista.blogs.sapo.pt)
(mailto:fsilva@sapo.pt)


De Anónimo a 16 de Maio de 2005 às 19:21
k dizer, tens sp o dom de me emocionar...cupulla
(http://mulhernaochora.blogspot.com)
(mailto:cb@sapo.pt)


De Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 06:19
Vales bem mais do que pensas. De vulgar não tens nada, Fernanda. Continua a ter essa força e franqueza! Beijo grande.Carla
(http://papoilasdoces.blogs.sapo.pt)
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De Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 02:03
Fernanda...somos TODOS banalíssimos, cada um na sua loucura de vida e assim é que tem piada! beijos, não te conformes! :))**so12
(http://www.naoeshomem.blogs.sapo.pt)
(mailto:so12@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Maio de 2005 às 15:21
Maria.
Esse é um processo como muitos outros! Mas a vida não para e há que dar a volta! Se por cima ou por baixo, nãom sei!O meu processo também teve alguma similitude com o seu!Há que seguir em frente!Pedro
(http:///)
(mailto:cabecadas@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Maio de 2005 às 10:06
Que grande história!
Que coragem!
Mãe aos 39 anos! Parabéns!
E todas somos importantes para alguém, nem que seja para os nossos filhos!
Beijinhos.Sandra
(http://DanielEliana.blogs.sapo.pt)
(mailto:sandrajoaquim@yahoo.com)


De Anónimo a 13 de Maio de 2005 às 09:56
Nestas situações tenho sempre alguém a dizer que em parte (uma boa parte) está nas nossas mãos a vida que temos e o caminho que optamos. aflores
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(mailto:albertoflores1957@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Maio de 2005 às 01:13
se eu escrevesse a minha vida assim, só tinha 2 alíneas AC e DC (antes e depois do casamento). Parece monótono?
Até pode parecer, mas não é... Talvez eu seja uma daquelas aves raras que acertou à primeir ae definitivamente. Mas fiquei com uma dúvida na tua história: não casaste com o amor da tua vida????saltapocinhas
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(mailto:mapsl@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Maio de 2005 às 00:37
São diversas as fases por que passamos e passaste...mas vejo que agora estás bem contigo mesma!É o que interessa!BjsNeco
(http://www.imgay.blogs.sapo.pt)
(mailto:neco_neco@sapo.pt)


De Anónimo a 12 de Maio de 2005 às 20:09
E receber insultos de invejosos por e-mail?? Isso não conta? falando mais a sério, a maternidade é um acontecimento extraordinário na vida de uma mulher e tu pariste (gosto desta palavra) TRÊS VEZES. Parabéns Celta_e_Bera
</a>
(mailto:Celta_e_Bera@sapo.pt)


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