Porque viver, sobrevivendo, é uma questão de simplicidade...
Terça-feira, 25 de Abril de 2006
25 Abril 1974

Como não tenho laivos de ser original, não poderia deixar passar este dia em branco.

Tinha 10 anos quando se deu a Revolução, mas sempre vivi envolta em surdina de vizinhos que, entredentes se manifestavam contra o estado das coisas e ouviam baixinho Sérgio Godinho e Zeca Afonso.

Lá fui criando uma costela de esquerda, sem saber sequer o que isso era.

No dia 25 de Abril de 1974, a minha professora da escola primária fazia anos.

Portanto, a minha mãe vestiu-me o vestidinho dos domingos, fez-me dois lindos totós, e depositou-me nos braços um ramo de cravos para eu oferecer à professora..

"Eram para ser rosas, filha, mas estavam tão caras...."

E lá fui, toda contente, rua abaixo até à escola.

Estranhei estar tudo deserto.

Faltava a movimentação matinal, as vizinhas a falar umas com as outras, os gritos do padeiro e do carteiro...

Moral da história: a rua estava deserta, e a escola fechada.

Por ali, de totós a saltitar , mochila às costas e os braços cheios de cravos, só eu.

Dei meia dúzia de voltas ao quarteirão, à espera de encontrar alguma coleguinha, quando ouvi uma voz vinda de uma persiana fechada:

"Ó gaiata, vai para casa que aí a revolução!! Ainda te matam, miúda!!"

Ao ouvir aquilo, e embora não soubesse o que era uma revolução, a parte de me matarem percebi muito bem, pelo desatei a correr, ganhei asas nas pernitas e cheguei a casa, onde fui encontrar as minhas vizinhas na escada à porta da minha mãe, a ralharem com ela ou a consolarem-na, não percebi bem...

- "Ó D. Belmira, então a senhora manda a cachopa para a rua num dia destes, sujeita a levar um tiro ou pior? Então a senhora não ouviu o rádio?"

E a minha mãe, coitada, entre soluços, tentava explicar que não, que não ligava o rádio há uns dias porque andava com dores de cabeça..

Levaram algum tempo a perceberam que eu estava ali, especada, com os totós desfeitos pelo vento da corrida, mas firmemente agarrada aos cravos, não fosse levar umas palmadas por os perder, apesar de mais baratos que as rosas...

Abraçaram-me e beijaram-me, cada uma meteu-se em sua casa agarrada ao rário ou à televisão (quem a tinha), vindo de vez em quando à escada para bichanar novidades e trocar impressões, que eu escutava com toda a atenção...

Fiquei a saber que o vizinho da cave era um bufo da pide, que o filho do senhor Abilio do 2º esquerdo estava preso naquela casa que eu achava linda ao pé do Zoo e outras coisas que tais...

Sinceramente.

É a única altura em que eu gostaria de ser mais velha, para vivenciar as coisas de outra forma...

E vocês, meus amigos?

ONDE ESTAVAM NO 25 DE ABRIL DE 1974?? hem????


sinto-me:

publicado por Fernanda às 13:46
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Sábado, 22 de Abril de 2006
O prometido é devido

Aqui ficam as fotos do Antes e Depois e o que escrevi na altura da operação que fiz (Abdominoplastia).

Julguem por vocês mesmos que valeu a pena o sofrimento...

17 de Março de 2006

 

É HOJE! É HOJE!

 

Incursão no mundo do bisturi….

 

 

Todos vocês já me conhecem um pouco, principalmente os que me acompanham desde o início por aqui.

 

Moral da história:

 Sou a mulher complicada mais simples desta vida!!

 

Gosto da minha rotina, de estar preparada para tudo o que possa acontecer, deixando o gosto pelo desconhecido e todos os desvarios que me assolam, para o mundo dos sonhos…

 

Esta operação foi, no entanto, um pontapé bem valente no rame-rame dos meus dias..

 

Olhava à minha volta e pensava que toda a gente estava ali porque tinha de ser.

 

Apenas esta ave rara estava ali por querer!

 

 

 

Chegamos à clínica um pouco antes da hora marcada.

Fiquei cá fora a queimar cigarros atrás de cigarros, de estômago enrolado, pensando se me teria esquecido de alguma coisa que me fizesse falta.

 

Tendo em conta que no dia anterior não consegui ir trabalhar, tais eram os vómitos e a diarreia, e o tamanho do saco que arranjei, era difícil faltar fosse o que fosse.

 

Olhei para a minha amiga sentada na sala de espera.

Falava ao telemóvel ao mesmo tempo que folheava uma revista, aparentando uma calma que não consegui descortinar ser aparente ou verdadeira.

 

É incrível como nos conhecemos há tão pouco tempo, e já estamos juntas a embarcar numa viagem destas..

 

Quando começaram a chamar, demos o braço uma à outra (para ser sincera, colei-me a ela como uma lapa!) e gracejámos que éramos siamesas, pois as fulanas da recepção diziam não poder garantir que ficássemos juntas no quarto.

 

Com esta mania, ficámos 2 horas de castigo à espera na sala que vagasse um quarto.

 

Por fim lá nos chamaram.

 

Começámos a arrumar as roupas no roupeiro, quando chegou uma enfermeira:

 

-“D. Fernanda, vista a sua camisinha e vá pôr este microlax por favor”

 

Nem tive tempo para pegar no clister.

À porta já estava perfilhada a sombra de uma maca, prontinha para levar uma de nós.

 

E a quem calhou a honra?? Aqui à Je é claro!

 

Vesti a bata, calçaram-me umas meias elásticas todas “chexys”, e deitaram-me na maca, enquanto resmungavam que era tudo feito em cima do joelho!

 

De pezinho atrás por esta inusitada pressa, enquanto me transportavam, dei comigo a pensar que “PÕEM-ME A DORMIR O TANAS antes que eu veja o MEU médico, não vão trocar-me o processo e eu saia da sala de operações sem algo que me faça mmuuuiita falta”!

 

De repente lá aparece.

 

Não o meu médico, mas outro, simpático e atencioso, envolto naquele arzinho verde-burrié que lhes confere a cor da bata e da touca.

 

Fez-me uma festa no ombro, olhou-me com olhos escuros-atentos mas impenetráveis, e começou a debitar a conversa do costume-penso-eu-nestas-situações.

 

Deve ser o Anestesista – pensei – enquanto lhe respondia de olho lançado para o fundo do corredor, pois nada de sinal do Dr. Macemino, e eu já estava com vontade de fugir dali, mesmo gorda e meio nua!

 

Puseram-me a soro (milagre! Não doeu nada!), e surge outra pessoa envolta naquele  verde- escarreta (não podiam arranjar uma cor mais catita para aquelas coisas? Sei lá, assim um vermelho paixão, um laranja por do sol ou mesmo um azul-mar em dias de bonança), mas não era o MEU cirurgião.

 

Comecei a ficar mesmo nervosa e pensei…. “Se me vão medir a tensão arterial, correm comigo daqui em três tempos e vou ter de fazer de bife no talhante noutro sitio qualquer….o que talvez não fosse má ideia, nem me deram tempo de fazer a toilette, devo cheirar mal por todos os poros, tou doida para fumar um cigarro e só me apetece GRITAR!!”

 

Fechei os olhos sentindo-me invadir pela sensação desconfortável do completo desconhecido.

 

Se não fossem as palavras suaves, quase meigas, do anestesista, acho que tinha desatado a correr dali para fora, condenando-me a uma gravidez eterna, pelo menos na aparência…

 

Finalmente lá ouvi o timbre inconfundível da voz do Dr. Macemino.

Sim, era ele. Que alivio!

 

Lancei-lhe o maior sorriso que me foi possível, tendo em conta que não tinha prótese dentária, e respirei fundo de alivio (again) pois parecia-me bem disposto.

 

Bem, devia ser a 3ª ou 4ª vez que o via, e nunca me pareceu mal disposto, mas tendo em conta de que estaria dali a pouco de bisturi em punho escortanhando a minha lauta pança, até convinha que o almoço lhe tivesse corrido bem…

 

Enquanto me preparavam para a grande facada, o meu cérebro corria a mil, pensando os maiores disparates, como por exemplo o que será que leva uma pessoa a tornar-se médica, pior, cirurgião, pois deve ser um grande nojo, muitas horas de estudo e de  trabalho, a disponibilidade quase total, pois algo pode correr mal e o sentido de responsabilidade deve ser um pouco mais pesado do que o de um padeiro ou assim…

 

Confesso que é uma classe profissional que admiro muito, pois lidam com o ser humano no seu aspecto mais exposto, mais carente e vulnerável, mais nú.

 

Era exactamente assim que eu me sentia.

Exposta até à alma. Vulnerável que até dava dó. Assustada até ao limite do aceitável.

Quase me sentia ridícula.

 

Ali, à espera que aquelas pessoas me fizessem renascer de novo, apagando todo o tempo perdido…

 

Não sei o que me misturaram no soro, mas fui-me sentindo mais descontraída, tomando atenção à excelente música ambiente e mantendo a memória nos olhos cortantes e profundos do meu cirurgião…

 

Nunca tinha visto uns olhos assim…

Normalmente os olhos cortantes são frios e inquisidores.

Os dele, não.

São cortantes porque trespassam, conseguem ver para alem daquilo, ou daquele a quem olham.

Não são olhos doces, mas tornam-se meigos à medida que lhes vamos descobrindo laivos mais difusos e menos definidos.

 

Mas permanecem quase sempre inacessíveis, embora a boca sorria, e o trato seja do mais afável que há.

 

É um trato afável que não cheira a forçado, flui dele naturalmente, fazendo-nos sentir bem e seguras. Bem vindas…

 

Ok! Eu sei perfeitamente que a especialidade médica que ele escolheu, não lhe deixa grande alternativa, mas enfim, é algo que se tem ou não se tem e pronto!

 

Durante toda a operação, sonhei que estava nas Caraíbas.

Imaginam só???

 

A areia quente e macia debaixo do pés, o azul profundo e límpido do mar a ronronar aos meus pés, a sensação de completo descanso e preguiça.

A languidez do tempo parado…

A quase luxúria do corpo sem tempo e sem espaço…

 

Quando comecei a acordar e a sentir pontadas de dor, tinha ao meu lado uma enfermeira meia-leca (já repararam como as enfermeiras são cada vez mais baixinhas? E bonitas, é claro), que a sorrir me perguntava como estava o Havai…

 

Não tive força para lhe sorrir, sentia uma sede de morrer, e só me apetecia gritar de dor e de desalento, não sabia onde estava a minha amiga, a sala estava escura e eu pensei… “será isto o Purgatório??? TIREM-ME DAQUI!!”

 

Ouvi uma voz masculina ao meu lado.

Era um enfermeiro que, suavemente, me explicava que estava na sala do recobro, que ainda não podia beber agua, mas que me molharia os lábios com a frequência que desejasse, e que me tinham colocado uma algalia ou lá como se chama o raio do tubo enfiado pela uretra, pelo que fazer xi-xi não seria preocupação.

Disse-me também que os tubos que me saiam da barriga eram drenos, muito importantes, e não eram para puxar.

Fez-me uma festa na cabeça e afastou-se para outra cama.

 

(Como raio é que ele adivinhou que quando eu tivesse forças, ía arrancar aquela treta toda e por-me a andar dali, hem???).

 

Eu e hospitais nunca nos demos bem.

Das 6 vezes que estive internada, 3 fugi assim que me senti bem.

 

Mas ali era uma clínica, o pessoal era todo simpático e concerteza eficiente, e tudo ía correr bem…

 

Fechei os olhos tentando relembrar as Caraíbas, aquela sensação de torpor quase pecado, mas em vão.

 

Finalmente chegou a maca com a minha amiga.

Ficou perpendicular à minha.

Tentei chamá-la, mas não consegui. E ela gemia bastante, começou a vomitar e decidi deixa-la em paz.

 

Entre gemidos e promessas de pesadelos, a noite passou, sem darmos conta.

 

18 de Março de 2006

 

A cinta onde me tinham enfiado era uma autêntica tortura.

A minha barriga parecia estar cheia de lâminas que ao mínimo movimento se cravavam na carne.

A minha amiga, coitada, fartava-se de vomitar e devia ainda de ter mais dores que eu, pois fez duas operações.

Finalmente, apareceu um anjo em forma de médico!

O meu médico!

Foi como um raio de luz naquela sala escura.

Ganhei a certeza de que nos levaria dali para o nosso quarto, onde ao menos o sol entrava!

 

E não me enganei.

Observou-nos, sempre com meiguice e uma pontinha de humor (com aqueles olhos únicos que chispavam força), e disse-nos que estava tudo bem.

 

Fomos levadas para o quarto, onde finalmente  pude sentir um laivo de conforto. 

 

Passamos esse dia e o seguinte a maldizer a nossa vida, eu mais desanimada que a minha amiga, porque tenho grande resistência aos analgésicos por tantos tomar, não conseguia estar deitada de costas por causa da coluna, e não podia por-me de lado…

 

Mil vezes resmunguei que se soubesse que era assim, não me tinha metido nisto (opinião que hoje já não tenho é claro!), revi mentalmente algumas asneiras da minha vida (chegando à conclusão de que as faria de novo… ), dei uns valentes suspiros de dor e quando o médico chegou ao final do dia a minha cara devia ser tal coisinha agradável, que ele me perguntou se  estava aborrecida.

 

Olhei-o de soslaio (estava sem forças para enfrentar olhares directos), esbocei um sorrisito amarelo e disse que não, que queria apenas voltar para casa…

 

Pois, às vezes dava taaanto jeito uma língua emprestada, não é???

 

Porque o que me apetecia responder era;

 

“Ó DOUTOR, TÁ PASSADO OU QUÊ?? ABORRECIDA, EU?? Nãããã, qual quê!

Aqui estou à sua frente, descabelada e mal cheirosa, cheia de pontos, com umas olheiras até aos pés, cheeiinha de dores! OK, o pessoal é impecável, o senhor é um querido que veio ver estas malucas a um domingo, ainda por cima Dia do Pai, mas eu tenho mesmo é MAU FEITIO de nascença e não há nada a fazer!!!OK?????”

 

 

O que seria uma grande injustiça se assim tivesse respondido, porque o Dr.Macemino é o 1º médico humano que conheço, no sentido em que nos trata como seres humanos e não como números de processo, tem um paciência de Jo e uma competência pouco esperada num medico tão novo.

 

PORTANTO, MEUS AMIGOS E AMIGAS DA BLOGOESFERA, se alguma vez pensarem em dar um jeitinho nalguma parte do v/ corpo que se torne disforme e/ou incómoda, não hesitem.

Clínica de Santo António em Sacavém – Dr. Macemino Gomez.

 

Para completar a odisseia bisturistica, tivemos alta nesse dia à noite, e na segunda feira acordei aos ais, mas na minha santa caminha!

 

Não sei quanto tempo levarei a recuperar, mas assim que me sentir em condições, irei trabalhar.

Obrigado SINCERO pelos vossos mails, comentários, sms e telefonemas a desejar rápidas melhoras.

 


sinto-me:

publicado por Fernanda às 12:32
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2006
Já não chegava a ossadura....

Quem sofre dos ossos, sabe que tem um boletim metereologico no esqueleto, ou seja, quando o tempo muda, ai ai ai...

O que eu não sabia é que quem tem cicatrizes infligidas por bisturis manhosos, fica com a mesma capacidade.

Ou seja, sou capaz DUPLAMENTE de saber que tempo está a fazer lá fora mesmo antes de me levantar da caminha!!

Boa!

Ontem deu-me para arrumar os roupeiros.

Vocês já sabem que tenho estes ataques sazonais, não de arrumação, mas de ter de mudar qualquer coisa à minha volta.

Quando os dinheiros estão curtos para se mudar de mobilias e assim, arrumam-se roupeiros, sempre é alguma coisa para dar ar de novo...

AH! E comprei 2 peixinhos.

Ainda tentei mete-los no mesmo aquario da tartaruga, mas depressa percebi que era uma economia que me ía sair cara, portanto...

Os hamsters continuam de boa saúde, os cãos não param de crescer e de roer tudo o  que lhes aparece pela frente (se vocês visse o Migo, morriam de susto! Está enorme! Quanto aprender a lidar com esta treta do beta ponho uma foto), e o Pantufa levou hoje uma panada de um carro, mas parace que não lhe afectou a falta de juizo nem a mobilidade ou apetites devoradores).

O Carlinho está a fazer o seu primeiro estágio numa firma de computadores, a Cáti foi chamada para o segundo casting dos morangos com açucar, e o bébé Alex (que já fez 3 anos), apanhou um trauma tão grande com a minha ida para a clinica, que se recusa a ir para a ama ou mesmo a perder-me de vista.

Vai ser bonito quando eu tiver de começar a trabalhar...

O meu marido lá anda na sua luta cerrada no mundo dos lagartixas (estão quase em eleições), e tem tido uma paciencia de Jo para me aturar.

A minha mãe natural escreveu-me a dizer que não tem estrutura psicológica para lidar comigo ou com a minha familia, porque a minha irmã tem uma doença grave - doença bi-polar - que lhe consome todas as energias, e que o meu irmão ainda está em Londres e está bem.

Bem.

Acho que não tenho mais novidades.

Desculpem os erros, mas não dá para fazer correcções.

Obrigado pela vossa paciencia e amizade.


sinto-me:

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Segunda-feira, 17 de Abril de 2006
A Rainha no seu Castelo

Não me venho queixar dos ais e ais...

Venho apenas dizer que este tempinho em casa me tem feito bem...

Com cuidado, lá vou arrumando isto e aquilo, tentanto por esta casa ao meu jeito, coisa que ainda não tinha conseguido nestes quase dois anos que aqui moro, com a ajuda inestimavel de filhos e maridos que alombam com os moveis e coisas pesadas, é claro...

Aqui em casa não tenho os vossos links nem os favoritos, e como a cabecita tá fraca, não me lembro dos endereços.

Desculpem.

Quando voltar ao trabalho, aos pouquinhos (a partir de 2 de Maio) vou por as visitas em dia, PROMETO!

E outra coisa prometo.

Uma foto do antes e depois.

Beijão para todos e façam favor de serem felizes...


sinto-me:

publicado por Fernanda às 11:09
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006
Por aqui

Eu sei que longe da vista, longe do coração, mas acreditem que não tenho vontade de escrever ou para ler.

Correndo o risco de que um dia destes ninguem passará por aqui, ainda estou estou na fase dos ais, não querendo ser injusta pois o cirurgião fez um trabalho notável, só se esqueceu de me operar os miolos, mas enfim...

 

Não me apetece pois nem ler e escrever, nem falar, nem nada.

Primordios de crise primaveril?

Quiça...

Apetecia-me, como a muitos de vós decerto, meter meia duzia de camisolas numa mochila, e ir dar uma volta por aí...

Sem rumo e sem destino.

Hoje estou assim: caracol sem casca.

 

Tive muita vontade de ir ver o mar, e até o podia ir ter feito, mas o dia correu de outra forma, e até foi agradável.

 

Faltou-me o cheiro salgado e aquele ar falso de eternidade.

Nada que não tenha remédio.

Vou ali enfiar o nariz no saleiro e já volto.

 

E aproveito tomo mais um analgesico e penso numa forma de convencer o ultrasónico do meu filho mais novo que já são horas de IR PARA A CAMA !!

 

Boa ideia. sim senhor!

 

E olha milagre!

Consegui ter acesso ao computador da sala!!!! IIUPIII!

 

Beijos aos resistentes que ainda por aqui passam.

Aos outros....

(um desinteressado encolher de ombros de quem queria ter visto o mar e não viu- GANDA PROBLEM HEM???)


sinto-me:

publicado por Fernanda às 22:47
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