Porque viver, sobrevivendo, é uma questão de simplicidade...
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006
ATÉ QUARTA!

carnaval.jpg Façam o favor, mas façam mesmo, façam o favor de fazerem o grande favor...


 DE TEREM UM EXCELENTE CARNAVAL!


 Nem que seja de pantufas, no quentinho, a ver os corsos brasileiros pela televisão!!


Beijos e até quarta..


 SIM! PORQUE EU VOU FAZER PONTE!!!! Ó PRA MIM COM COSTELA DE ENGENHEIRO!!


AH! Hoje tenho o jantar de Carnaval das Doidas. Vamos todas mascaradas...


Depois conto e ponho uma foto pra voces se roerem de inveja!!!



publicado por Fernanda às 09:12
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2006
CRUELDADE

cruel.jpg Hoje, logo pela manhã, ao espreitar as noticias e o mundo, apercebi-me de repente, bateu-me tipo clarividência ou verdade absoluta, concerteza deve ser lei universal que eu, na minha santa ignorância, não domino…


Foi como se me tivesse caído uma maçã na tola. Como se a minha costela de Madame Curie tivesse despontado em plena crise artrítica!


 Penso até candidatar-me a um Nobel qualquer…


 Quiçá ganhar uma bolsa de estudo e investigação nos Estates…


Publicarei um ensaio sobre a coisa que me valerá, decerto, homenagens públicas e uma medalha das mãos do Presidente da República..


 Até estou a ver o Bill Gates a voltar a Portugal só para me conhecer!!!!


 Meu Deus!!


 SERÁ ATÉ QUE ME ESPERA UM OSCAR DE HOLLYWOOD e eu não sei????


Que hei-de vestir??? Qual o criador de moda que escolherei para me acompanhar na passadeira vermelha??


 (Compasso de espera, enquanto imagino o Clooney à minha espera para me ajudar a descer da limusine.. – ai que visão divina!! – NÃO!!! O SEAN CONNERY!! NÃO!! OS DOIS!!!!)


E como sei que vocês não são ladrões de grandes ideias (pelo sim pelo não vou registar estas duas leis na SPA), eu conto…


Verdade nº 1 – Todas (ou quase todas) as pessoas que têm nariz adunco e lábios finos, são cruéis.


 Verdade nº 2 – Como o Homem é o único animal que não tem predador natural, deve constar da herança genética desde os tempos primitivos, a crueldade suficiente para nos matarmos uns aos outros, pelo que poderão ser justificadas as operações de carnificina verificadas na história pela necessidade de controlar a população mundial.


 Tenho ou não tenho razão?



publicado por Fernanda às 11:49
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006
Esta mandou-me a amiga "doka"..

urso.jpg Nesta encarnação sou uma mulher.


 Na próxima quero voltar como ursa.


Uma ursa hiberna por seis meses, só dorme. (Acho que eu ia gostar disso).


Antes de hibernar ela pode comer até explodir. (Acho que eu ia gostar disso também).


Uma ursa dá à luz, filhotes do tamanho de um pêssego enquanto ela está dormindo, e quando ela acorda já estão crescidinhos e fofinhos. (Com certeza eu ia gostar muito disso).


A mamãe ursa não brinca em serviço. Dá pancada em qualquer um que se meta com seus filhotes. E se seus filhotes saírem da linha ela dá bordoada neles também. (É, eu ia gostar muito disso).


 E mais... o parceiro espera que ela amanheça rosnando.


Ele espera que suas pernas sejam peludas e que ela seja gorda. (É, eu quero voltar como ursa mesmo!)"


 


BOA SEMANA CAMBADA!!



publicado por Fernanda às 17:49
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006
30 e a contar...

op.jpg Falta exactamente um mês para a minha abençoada abdominoplastia!!!


 Confesso que estou a ficar miufa por causa da anestesia geral.. Não gosto muito da ideia de me mandarem “para o outro lado” intencionalmente (e se depois, não consigo regressar e fico no tecto da sala de operações, a olhar para o meu corpinho retalhado lá em baixo, hem??), mas como fazer a coisa a sangue frio também não dá muito jeito, tenho de me conformar…


E pensar em ser escortanhada apenas com anestesia local, estando eu acordadinha a ouvir e cheirar o bisturi em acção, também não é uma boa ideia. Na volta, dava-me mais uma crise hipertensora, daquelas com passaporte e carimbo para o outro lado, e lá ficaria eu lindinha sem barriga, mas estendida num caixão…


Aposto que as minhocas fariam um manifesto contra a diminuição de volume à sua disposição para decomporem!


 Mas como vocês já sabem, eu sou uma autêntica e genuína sortuda-azarada ou azarenta-sortuda, na ecografia que fiz agora, apareceu lindinho no ecran, um magnífico quisto no ovário.


 Tendo em conta que tinha feito uma uns meses depois do Alex nascer, portanto há menos de 3 anos, e estava tudo bem, foi uma surpresa bem desagradável.


 Espero que isto não inviabilize a operação, e se fôr de ir à faca, aproveito e faço duas em uma! E em vez de um cirurgião (lindo, por sinal!) terei dois de volta de mim!!!


 Para quem não gosta nada de atenção, vai ser um must!!!


 E como vou nascer de novo – pelo menos terei um umbigo novo! – tenho a certezinha que todos os meus achaques vão regredir e desaparecer, e vou ser uma quarentona belíssima, sem dores e sem vícios!!!


 OLARÉ!!!!


 Tenham um excelente fim de semana!



publicado por Fernanda às 09:40
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006
...

obs.jpg Desculpem estar sempre a bater no “ceguinho”. A malhar em ferro frio.


Eu sei que sou uma chata com estas coisas. Uma choramingas. Uma ingrata para com a Vida. Uma caprichosa teimosa, compulsiva. Uma obcecada com estas tretas que SEI não têm importância nenhuma, ou não deveriam ter.


 Mas vamos lá ajudar-me a tentar perceber, porque NÃO CONSIGO. Não tem lógica nenhuma.


 E embora até aceite o resultado, ou seja, ficar longe de quem não me quer perto, resisto estupidamente a pôr para trás das costas um assunto que me baralha completamente, porque NÃO ENTENDO!


Os que me acompanham aqui deste o princípio já sabem que tudo o que aqui digo é verdade.


E que a questão que mais me incomoda é a relacionada com a minha mãe biológica e com os meus irmãos, seus filhos.


 Sabem que os procurei que nem uma doida, fazendo uma ponte sobre ressentimentos que podia ter. Porque até não os tenho.


Mas estou a cria-los, e isso põe-me doida!


 Percebo que a minha mãe não tenha ficado comigo, pois era muito nova. Até aqui tudo bem.


Percebo que ela tenha cortado o contacto quando a procurei (aos 18 anos), porque estava a investir num casamento, tinha dois filhos pequenos e de certeza que não tinha pachorra para aturar uma adolescente com arrotos existenciais. Tudo bem.


Quando a procurei aos 30 anos, senti-a meiga e mais disponível, falámos bastante, escrevemo-nos e quando eu pensava que éramos amigas, ela volta a desaparecer. Pronto.


Foi numa altura em que ela foi despedida, e em que eu decidi divorciar-me. Calculo que ela tivesse medo que eu lhe aparecesse de malas e filhos à porta, e desapareceu. Tudo bem.


 MAS AGORA???


Desde o dia em que soube onde ela estava, que lhe escrevo, lha mando mensagens.


Sou excessiva, eu sei. Mas tinha de abrir o meu coração, na esperança que ela percebesse que eu não guardava rancor e que gostava de a ter na minha vida.


A ela e aos meus irmãos.


 Da minha irmã, não tive qualquer resposta à carta que lhe escrevi.


Por isso nem me atrevo a telefonar-lhe outra vez. Mandei-lhe uma mensagem no Natal e no Ano Novo a que ela respondeu polidamente.


Quanto à minha mãe, o copo transbordou no dia 14, dia dos seus anos.


Mandei-lhe uma mensagem de parabéns à meia-noite.


Tudo bem, se calhar acordei-a e ela não gostou. Pode até ser que não tivesse saldo para me responder. Digo eu.


Durante o dia pedi aos meus filhos que lhe mandassem uma sms de parabéns, o que eles fizeram, e a que ela respondeu polidamente. À noite, mandei-lhe mais uma. E népias.


Pelo menos respondeu aos netos, não? Mostra ser educada. Ok.


 Na minha ridícula ingenuidade, pensei que como era o seu 1º aniversário em que nós tínhamos o nº de telemóvel dela, ficaria contente por nos lembrarmos dela.


 SOU TÃO ESTUPIDA QUE ATÉ DOI!


 Depois escrevi-lhe a carta que está no post anterior, mas não lha mandei. Sou cobarde, pois sou. Já percebi que não vale a pena tentar mais.


Mas recuso-me a acreditar que ela seja uma pessoa assim tão fria.


Que me ignore desta forma gratuitamente.


Acham normal? Ela tem 57 anos, é uma mulher culta.


Porquê esta recusa em me conhecer? Em tentar, de alguma forma, amar-me, senão como filha, pelo menos como ser humano??


Será que ela tem medo que lhe peça dinheiro ou qualquer outra coisa do género? Não me parece.


Será que houve algo nas palavras que lhe escrevi que a ofenderam? Sinceramente não vejo o quê..


Está bem. Pura e simplesmente não quer contactar nem conviver comigo, nem sequer à distância.


E eu tenho de respeitar e aceitar isso. Que remédio.


Mas não entendo. Juro que não entendo…



publicado por Fernanda às 13:47
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006
A carta que não vou mandar.

renascer.jpg Hoje foi um dia difícil. Como tantos outros, mas parece que não me consigo habituar.


 Ando a fazer um esforço para reduzir o tabaco, e pela privação (infelizmente não abstinência), estou com os nervos à flor da pele.


Não estou irritada, não. Há muito tempo que não me irrito. Não vale a pena.


Gostava de estar sentada à tua frente, quem sabe à beira de uma lareira. Sentadas no chão, misturando beatas e palavras em cadeia, como se o tempo que nos restasse não chegasse para dizer tudo o que se quer…


Mas contigo já percebi que não podem haver conversas, apenas monólogos.


Palavras sentidas que esbarram numa parede. E caem sem eco. Mas nunca gostei de ecos. Nem de sombras.


Em criança, assustava-me com a minha própria sombra. Não gostava de a ver sempre a perseguir-me, disforme, contorcionista doutros medos. Por isso me punha à torreira do sol, longe de paredes e ângulos armadilhados. Apanhava valentes constipações e fartava-me de deitar sangue do nariz…


Também tinha a mania de andar à chuva, não perdendo nenhuma poça no chão. Era uma sensação de liberdade tremenda… A rua só para mim, as janelas fechadas, a agua fresca a cair-me no rosto! E mais valentes constipações.


Agora, sempre que dou comigo a ralhar com os meus filhos para saírem da chuva ou porem um chapéu porque o sol está muito forte, sinto um aperto no coração. Fui mesmo obrigada a crescer. Não se tem alternativa.


Mantenho dos tempos de criança uma ingenuidade dolorosa, que choca violentamente com a minha faceta de Maquiavel. Chego a ser estupidamente confiante. Esperançosa até doer.


 Vejo sempre uma luz ao fundo, mesmo quando me estampo em becos sem saída. Conheces a sensação do beco sem saída?


 É possível que sim. Evito-a até não poder mais, até as evidencias me entrarem pelos olhos como ferros em brasa. E depois, sucumbo.


Faço luto, reúno cacos, miseráveis cacos de altos sonhos, expectativas e esperanças tantas vezes completa e racionalmente infundadas.


Fico um pouco ali, olhando os cacos e pensando como eram bonitas as minhas peças de porcelana. E choro. É claro que choro.


Nunca me envergonhei das minhas lágrimas, pois são talvez a manifestação mais pura do meu sentir. E depois de chorar, fico lavada. Estafada. Decido se guardo os cacos ou os deito fora. E sigo em frente.


 Mais dorida, mais só. Mas sigo. Às vezes à toa, sem rumo e seguramente sem porto de abrigo. Até voltar a ver a luz lá no fundinho de tudo.. E tudo começa de novo.


Porque, como toda a gente, aprendo com os erros, mas irei cometer outros. E outros e mais outros.


Costumava envergonhar-me dos meus erros, talvez por tantas vezes mos deitarem à cara e mos fazerem pagar, com preços sempre altos demais.


Até que um dia percebi que também tinha o direito de errar, e que só assim podia aprender. E que os erros eram meus! Ninguém tinha nada a ver com isso.


 Agora, estou-me lixando para a opinião dos outros. E se não sigo sempre o meu instinto e a minha intuição, é porque às vezes eles colidem com os outros. E continuo a não ter grande estrutura para embates.


 Sempre foi uma tortura esta minha clarividência em relação aos meus limites. Porque sempre que os ultrapasso, torno-me naquilo que abomino. Fico pedra de arremesso, sabes? Fico gelo cortante e é a mim que mais me firo. Fico indiferente. Insensível. Surda e muda. Fechada numa concha de egocentrismo feroz, que mais não é do que uma fortaleza de defesa. Até aqui, tudo bem. O pior é quando me armo até aos dentes e desejo vingança. Contra os outros ou contra mim. É raríssimo chegar a este nível. Felizmente.


Há quem diga que sou assim por causa do meu signo, meio homem, meio bicho, em luta constante para ver quem prevalece. Pois, culpa o desgraçado do signo!! É verdade!!! A culpa não existe!!! Pronto, chamo-lhe responsabilidade,


Estou a ouvir músicas que não ouvia há anos. O meu filho sacou da net a compilação da Alanis Morissete e ofereceu-me.


 É engraçado ver as emoções que sinto quando oiço estas musicas, algumas tão iguais ao que sentia, outras tão diferentes.. Mas sempre intensas.


 Não sei viver sem música. Não sei viver sem palavras. Para mim, elas não são ocas. Nem falsas. São testemunhos reais do que se sente. E se vive. Não são vãs. Mesmo quando proferidas sem nexo, sem sentido. Sem sentir. Mesmo quando nos agridem.


E aquelas que ficam assim, escritas, têm força de lei. Nem que seja pelo instante. Pela força com que se produzem. Mesmo que caiam em saco roto. Em poços sem fundo, como pedras que não têm direito à corrente do rio que as faça deslizar..


Sempre gostei de perder tempo a observar pedras. Passava o Verão a fazê-lo. A adivinhar-lhe as causas dos contornos, a erosão do vento. Perdia-me deleitada nos penhascos do Cabo Carvoeiro, a olhar e a tentar perceber o que era mais belo, se aquele mar indomável, se as pedras que o recebiam no seu colo sem sequer protestar pelo embate milenar.


Mas nunca percebi se tinham alma. Se a roda da Existência parava ali, ou se pairava por ali.


Só eu… A perder tempo com filosofias de trazer por casa.


Mas se gosto tanto de pedras que a Natureza produz e afaga, não suporto pessoas-pedra.


Agridem-me os sentidos. A pele, a alma, o olhar, o tudo e o nada que fui, nesta vida e noutras, no que sou e naquilo que ainda me espera.


Cada um tem a sua sensibilidade muito própria, e quem sou para a medir ou quantificar. Mas acredita que há pessoas-pedra.


Felizmente conheço poucas. Há pessoas que se mantêm inalteráveis, imunes ao correr da tempestade, cegas à chegada da bonança. Que conseguem na perfeição desviar o olhar e o coração quando algo de inesperado ou indesejável lhes salta ao caminho. E apesar de pensarem que avançam melhor do que os outros, parece-me que ficam sim especadas, imóveis, inúteis. Afinal, como as pedras. Mesmo que tenham a sua beleza, o seu interesse.


Houve alturas na vida em que me senti assim. Que nada me afectava, nada me beliscava. Permanecia inabalável no meu percurso, sem perceber que marcava passo. Com a máxima de que “não posso mudar o mundo”, nada fazia. Pelos outros. E embora permaneça uma egocêntrica feroz, nunca mais desviei os olhos e muito menos o coração.


Há quem me diga que sou um íman para os desgraçados e desvalidos da vida. Que tenho especial apetência para aquilo que não presta, e que todas as chatices dos outros me batem à porta. Não me importo, mesmo que o digam em forma de insulto.


E porque sou minúscula, pouco posso fazer alem de ouvir. Mas oiço. De ouvidos, coração e ombros bem despertos.


E nunca recusei uma mão estendida, seja para a apertar, seja para lhe por alguma coisa dentro. Às vezes, basta um pequeno toque. Uma pequena mas sincera atenção. E com esse pequeno toque, pode-se mudar a vida de alguém. Nem que seja por um instante.


 Não te estou a cantar a canção da boazinha, depois de ter contado a da coitadinha. Sou tão boazinha, coitadinha, mazinha como qualquer outro ser humano. Tudo depende das circunstâncias e da disposição do dia. Ou da viragem do vento. Ou apenas do facto de os olhos que estão defronte dos meus, chorarem ou sorrirem.


Mas uma coisa te garanto. Posso ter mil defeitos, tropeçar à mais leve rasteira, dançar de alegria sem a mínima razão. Podem chamar-me louca, excessiva. Mas nunca me irão chamar parda. Cinzenta. Indiferente. Surda e muda dentro do meu castelo de convicções, das minhas absolutas verdades, até porque não tenho nenhumas.


 E se o meu caminho para Deus demorar muito mais tempo, tenho a certeza de que Ele não se vai importar.


Pelo tempo que perco a estender a mão e a acolher outras.


Pelo tempo que passo a olhar para o sol nascente, ou para os prados que floriram mais cedo do que o costume.


Pela camisa que dispo, mesmo sabendo que terei sempre frio. E nem Deus nem o Diabo se irão importar com isso.


 Aposto que eles dão boas gargalhadas à minha pala. Com os meus esforços insanos para me debater. Mesmo quando não vale mesmo a pena. E um dia, em que Eles resolverem que já mereço algum descanso, concerteza unirei as minhas gargalhadas a milhões delas. Porque visto Lá de Cima, este mundo é mesmo hilariante..


Daqui a uns dias, vou ser operada. E se tudo correr bem, e eu acordar do raio da anestesia que me assusta mais que tudo (quem sabe se o meu espírito resolve aproveitar a baixa da guarda..), sei que vou nascer de novo, e que nova oportunidade me será dada.


De renascer. E nesse renascimento, vou tentar ser melhor. Principalmente para mim.


Embora isto te possa parecer uma anormalidade, vindo da boca de alguém que só olha o seu umbigo, até no chorrilho de palavras que debita, acredita que é a mais pura das verdades.


 Fiz de mim o saco de pancada de algumas pessoas, mas principalmente fui eu a minha maior inimiga. Pois bem, vou içar a bandeira branca. Não mais me magoarei.


E pronto. Mais uma catarse interior que te atirei para cima.


Não te vou prometer que será a última. Mas digo-te do fundinho de mim, que finalmente percebi.


Que não tens lugar para mim na tua vida, e embora isso me doa, até entendo.


 Não aceito, mas entendo.


Todas as vezes que nos cruzámos, fui eu a procurar-te. Com 2 excepções: quando nasci (nenhuma de nós pôde fugir a isso) e quando me mandaste buscar, antes da cena triste do tribunal.


De resto, fui sempre eu que me impus, quando fiz 18 anos, quando bati nos 30 e agora. Já sei onde estás.


E tu, embora não te aqueça nem arrefeça, sabes onde estou. Se te quiseres cruzar comigo algum dia, não te vou fechar os braços. Pelo contrário. Não está na minha natureza fazê-lo, e muito menos o faria contigo. Nunca fecho portas e passo a vida a abrir janelas. Abençoada claustrofobia!


Se alguma coisa nas minhas palavras te agrediu, ofendeu, entristeceu, se alguma coisa que disse mexeu com partes de ti que queres imóveis, desculpa. Se, ao contrário, nada mexeu contigo, também não te levo a mal.


 A táctica de se estar nas tintas, é porreira. Quando dói demais, também uso. Deixa marcas eternas, mas dá para seguir em frente com alguma paz podre de espírito.


Que não deixa de ser paz. E vale por isso.


Mas nunca, e isso magoou-me e quero que saibas, nunca pretendi uma rendição a meus pés. Que raio quererias dizer com isso, caramba? São uma arena de combate, estes nossos cruzamentos??


Enfim.. Ficarei na dúvida, sem que isso se torne num drama. Mais um.


Sabes, tou mesmo farta de dramas, frustrações, tragedias gregas de mau gosto..


Não vale mesmo a pena. Não te canso mais.


Vou dormir. Este dia foi difícil, poderia ter sido fantástico, mas paciência.


Graças a Deus, falta meia hora para terminar. Espero que tenha sido bom para ti, que tenhas conseguido curtir o teu dia de anos o melhor possível.


 Na volta, nem ligas a isso e achas um disparate.


 Opiniões.


Dá um beijo por mim na Raquel e no David.


 E aceita o abraço virtual que não deu para tornar real.



publicado por Fernanda às 09:11
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006
PARABENS
mães.jpg Pois, hoje toda a gente vai falar do Dia dos Namorados. Mas eu não. Hoje vou dar os Parabéns às minhas duas mães. A que me criou, faz hoje 82 anos. A que me pariu faz….. 56 anos, se não me engano! Portanto, para as duas mulheres mais importantes da minha vida, que Deus as mantenha com saúde, e com tudo o que é preciso para se ser feliz! E já que nenhuma delas vai ler isto, fico por aqui. Tou com uma neura que nem me aguento. Mas isso já perceberam, não?
E o raio das fotos não aparecem!
Que se lixe, vale a intensão...


publicado por Fernanda às 10:20
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006
ATCHIM!!! cof cof

galinha.jpg Embora não consiga evitar esticar o canto do olho para as noticias, principalmente ao fim de semana, em que a pressa está mais relax, evito chatear-me com aquilo que é transmitido.


Se formos pensar nas desgraças, ameaças e coisas absolutamente incríveis que vemos pela TV e jornais, perdemos a capacidade de dormir descansados.


Portanto, o meu sistema de filtragem tem resultado muito bem, pelo menos o sono não é perturbado e mantém-se absolutamente sagrado.


No entanto, e como se transpôs para o meu mundo onirico, há uma coisa que me está a preocupar imenso… A gripe das aves.


É daquelas coisas que sabemos que não acontece só aos outros, ou noutras partes do mundo.


Não consegui evitar deitar um olhar assassino para as gaivotas que pejam a rotunda cá do sítio, e quase passei por cima de um pardal maluco que estava na estrada.


Será que me estou a transformar num monstro, pelo medo que tenho de ficar doente?


Falando a sério, esta gripe pode tornar-se num grave caso de pandemia, é o que dizem, e não me parece que as nossas autoridades e o sistema de (des)saúde do nosso país estejam preparados para uma coisa assim..


Tendo em conta que como frango que me farto (adoro), e se escapei da loucura das vacas, pode ser que a sorte me e nos proteja..


Pelo sim e pelo não, e já que as velhotas cá do burgo andam todas a matar as pobres das galinhas caseiras (ordem expressa da Câmara Municipal, acho eu), para a fiscalização não as chatear, vou andar uns tempos pela carne de porco.


 O quê?? Estás a dizer o quê??? Tou um bocado surda por causa da constipação (ai,ai,ai,ai..)..


AH! Peste suína!


Hum… pois…. Então é melhor não pensar na carne de porco…


As vacas estão loucas também…. Hum…


 Então PEIXE! Vou só comer peixe..


Hem?? Mercúrio no peixe?? Pois é, grande gaita!


 Já vi que tenho de me tornar vegetariana..


Adubos e venenos nos vegetais e frutas?? Tou tramada!


 


Tenham uma excelente semana…



publicado por Fernanda às 11:08
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006
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reboque.jpg Tendo em conta que a boa disposição não abunda porque: (vamos lá ao rol das desgraças..)


 1. Ontem fiquei empanada na auto-estrada, a 1 km da oficina. Sabem o que é estar a fazer figura triste na berma da dita, com um carro da BT e outro da Brisa de rola-rolas acesos, um à minha frente e outro atrás, em plena hora de ponta, sendo alvo de todos os olhares? Ainda por cima, eu e o meu filho estávamos aflitos para fazer xi-xi, e descobri que o raio do colete reflector tem uma medida única só para magras (traduzindo: não me serviu!), pelo que teve de ser o filhote a fazer as “honras da casa”, e andar cá fora a “receber” a malta toda, inclusive o reboque.. Graças a Deus que a menina do seguro foi muito atenciosa, e só tive de esperar meia hora até chegar o dito reboque.


 2. A viagem até à oficina não demorou nem 10 minutos, aliás, enquanto estive empanada, podia avistá-la na perfeição por estar tão perto! Outra visão do Inferno era o Shopping, cheiinho de restaurantes, e a gente ali parados mortos de fome!


3. É claro que faltavam para aí 10 minutos para a oficina fechar, pelo que tive de lá deixar o carrinho, ficando logicamente apeada.


 4. Enquanto esperava pelo meu marido, sentada num muro ao pé da rotunda (de novo, alvo de olhares curiosos), passei o tempo de espera a telefonar a toda a gente a contar do sucedido (toda a gente, leia-se: mãe, mana, filha, amiga, ama, sogra, enfim, toda a gente que estava à espera), e fiquei quase sem saldo no telemóvel.


5. MAS O PIOR DE TUDO é que tive tempo de mirar convenientemente os modelitos que estavam no stand, e tive de conter a vontade imperiosa de sair dali com um carrinho novo (passar um cheque sem cobertura não seria boa ideia, enfim..). De qualquer maneira o sr. Augusto (dono do stand) informou-me que a Citroen vai lançar um jipe em 2007, pelo que resolvi esperar. Quando cheguei a casa, fui ver os protótipos do site da marca, e o mais parecido que lá estava com um jipe, era uma viatura estranhíssima tipo autocarro partido ao meio! Esperemos para ver..


6. Para quem teve a paciência de ler até aqui, e porque é muito importante, quando empanei, vinha do médico, onde fui FINALMENTE marcar a minha operação. Será no dia 17 de Março, e vou ter o gosto de ser operada no mesmo dia que uma amiga, pelo que passaremos o fim de semana seguinte na clínica, a chorar no ombrinho uma da outra, ou a fazer uma divertida festa do pijama!


 Mas comecei a escrever para dizer que é com imenso prazer que “os” vejo a começar a cair como tordos! A quem? Aos corruptos e aproveitadores deste País.


Sei que alguns (muitos) deles ficarão imunes e impunes, mas por cada um que fôr ao chão, darei uma salva de palmas!


 Por enquanto, cá continuo no meu programa-de-redução-de-dependencia-tabagica que está a correr bem.


 Tenham então um excelente fim de semana.



publicado por Fernanda às 09:44
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006
...

correntes.jpg Já tinha saudades de uma boa “corrente”.


Aproveito a embalagem, e respondo a duas, a primeira passada pela Grilinha (grilinha.blogs.sapo.pt) e a outra pelo Alexandre (gregueria.blogspot.com)


 (COMO É POSSIVEL ESTA MULHER, AO FIM DE MAIS DE UM ANO NESTAS COISAS AINDA NÃO SABER PÔR LINKS!! Ao que eu respondo, com um esgar de desprezo: NÃO SE PODE SER BOA EM TUDO!!!)


Continuando:


 A corrente da Grilinha é o “Desafio dos 4 – disto e daquilo”


1 – Quatro empregos que já tive na vida:


 Tendo em conta que comecei a trabalhar aos 20 anos, e já estou nesta Junta há 18, tenho de puxar pela memória…


O meu 1º emprego foi num escritório da Av. Duque de Loulé, do cartoonista José Vilhena, onde eu pouco mais fazia do que atender telefone. Depois, estive 6 meses na secretaria do Departamento de Imunologia da Faculdade de Ciências Médicas, a trabalhar com o Prof. Machado Caetano. E vão dois… Saí de lá (GRANDE ASNEIRA), porque não aguentava o stress de manhã para Lisboa em transportes públicos… Vim então para Loures, onde comecei por trabalhar na Rádio Nova Antena de que o meu marido era sócio. Chateei-me com uma filha de p…t que lá estava (bem feito, depois destes anos todos ainda nem casou, nem tem filhos, também quem é que quer aquilo, hem?), e concorri a um concurso que pedia Oficiais Administrativos aqui prá Junta. Vim para ficar seis meses, e já cá tou há uma carrada de anos. Sinal que isto não é assim tão mau, hem?


 2 – Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:


 Bem, esta é fácil… Os meus filmes favoritos…


Ben-Hur, Blade Runner, E tudo o Vento Levou e quase toda a obra do Spielberg.


 3 – Quatro sítios onde vivi:


Fui criada em S. Domingos de Benfica, em Lisboa (20 anos), quando conheci o meu marido, vim para Loures (12 anos), quando me separei, fiquei cá perto, mas mudei de Freguesia, depois fui para o Carregado, e por fim, voltei a Loures. Acrescento de minha autoria: SITIO ONDE GOSTARIA DE VIVER Qualquer um, desde que fosse ao pé do mar, de preferência na zona de Peniche.


 4 – Quatro sítios onde estive de férias:


Ora bem… Ericeira, Peniche, Nazaré e Costa da Caparica.


5 – Quatro dos meus pratos preferidos: (ou alimentos):


 Bife com batata frita e ovo a cavalo (agora e sempre!!), marisco de toda a forma e feitio, pinhões e chocolate.


6 – Quatro Websites que visito diariamente:


Tirando a malta dos blogs, confesso que não costumo navegar, a não ser que precise de uma consulta específica. Portanto, vou ao google com frequência e pouco mais.


7 – Quatro sítios onde gostaria de estar agora:


Tendo em conta que uma viagem à roda do mundo está um pouco longe das perspectivas, tendo ainda em conta que um cruzeiro no Mediterrâneo é coisa que vejo bem ao longe, considerando ainda que não hei-de morrer sem ir ao Egipto, os 4 sítios onde gostaria de estar neste momento são:


1 – Em casa 2 – Em casa 3 – Em casa 4 – Em casa


No entanto, se houver por aí alguém disponível para me levar para algum local bem quente, com solinho, spa, palmeiras e mar, esteja à vontade!


Quanto à corrente do Alexandre, é bem mais simples. Basta dizer 5 manias!


Eu sou bastante manienta… Reduzir a 5 não vai ser fácil… Deixa cá ver….


1ª Fico possessa com migalhas e pingos de leite ou sumo nas bancadas da cozinha. Portanto, ando sempre de paninho amarelo na mão.


2ª Não suporto tomar banho a correr. Tenho de conseguir seguir o ritual, que termina com uma esfregadela de pedra pomes nos pés.


3ª Cabelos alheios na minha escova, nem que sejam da filhota-de-cabelos-enormes. Portanto, ponho a escova a contra-luz para analisar.


4ª Esta não digo, porque tem a ver com intimidades, mas é qualquer coisa do género de pôr uma certa coisa a contra- luz para ver se não há … é melhor estar calada.


 5ª Mania final, rezo sempre que pego no carro, e agradeço quando chego ao meu destino sem percalços.


 E PRONTO! Passo estas cadeias a:


Carlos Lopes – carlosrlopes.blogs.sapo.pt


Alberto Flores – omeublog2004.blogs.sapo.pt


Ivo – luarsemestrelas.blogs.sapo.pt


 Lover – versatilidades.blogs.sapo.pt


Só gajos! Pois! Beijo para todos



publicado por Fernanda às 11:35
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